...assim de repente!
Como tudo que acontece na minha vida, aliás.
Então ontem recebi uma ligação com uma oferta de emprego do tipo pegar ou largar. Um emprego para o qual eu tenho carona quase todos os dias. E perto da casa da minha mãe, uns 15 ou 20 minutos caminhando. Relativamente perto das duas escolinhas que pensava em colocar a Alice no ano que vem (ou no final desse ano), que por sua vez são pertinho da casa da minha mãe (5 min caminhando).
Assim de repente, como todas as coisas que provocaram mudanças na minha vida.
Não tinha como dizer não.
Primeiro porque o $$ que eu ganhava trabalhando e não entrava há mais de um ano, já estava começando a fazer falta para nossa família, e infelizmente meus projetos de trabalhar em casa não estavam dando frutos com a rapidez que eu gostaria.
E mesmo economizando ao máximo não posso tapar o sol com uma peneira cor-de-rosa e preciso lembrar que a Alice merece melhorias em nossa casa para viver com mais conforto e segurança (pequenas e dispendiosas reformas).
E segundo, porque eu não poderia deixar de ao menos tentar aprender um ofício completamente novo e provar para mim mesma que sou capaz de vencer mais esse desafio, sim. Uma questão de auto-estima, também.
Sempre pensei em ficar com ela em casa até ela completar um ano...e consegui!
Não posso dizer que meu coração não ficou apertado diante da nova realidade que surgiu da noite para o dia em nossas vidas, mas pensando bem...eu virei mãe e eposa do dia para a noite, então...
Estou contando com a ajuda da minha tia e minha mãe, e resolvi não me culpar nem martirizar; vamos viver um dia de cada vez. Ajuda muito o fato de saber que ela está muito bem cuidada por pessoas em que confio plenamente e o melhor de tudo, bem perto de mim. Sei que não estaria assim se precisse deixá-la em uma creche/escolinha, por exemplo (mas isso é outro desafio que iremos passar, no tempo certo).
Mas hoje durante o dia, nos (muitos) momentos em que olhava a foto dela nos meus dois celulares (sim, desde que engravidei uso dois...cada um com suas neuras, né?) repetia mentalmente o que me fez aceitar a oferta ontem: "Estou fazendo isso por ela".
Só quem passa por isso entende o que uma mãe sente, e agora eu também sei.
*imagem: getty images Brasil